segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Rumo certo

Eu hoje acordei com a sensação

De estar no rumo certo

De que sairei deste deserto

Porque encontrei seu coração


Diga-me que é verdade

Que deixou a porta aberta

E eu cheguei na hora certa

Para completar sua metade


Deixe-me sentir o seu calor

Quero ter você por perto

Vou gritar de peito aberto

Que você é meu amor


Convide-me a deitar na sua cama

Dê-me o mel de sua boca

Que deixarei você louca

De prazer, porque me ama.

Alex Dahlke


Imagem: Google imagens

domingo, 23 de outubro de 2011

Saudade


A saudade quando me abraça

Sem avisar, leva-me ao passado

Viajo, de repente, para outra dimensão

Lá, sinto-me atropelado

Por sorrisos e emoção

A alegria toma conta

Para a tristeza não há espaço

Mas, meu coração não é de aço

E a nostalgia bate forte

Vem aquele aperto no peito

Como mágica, em um passe

Mostra-me o que é real

Que vivo entre o bem e o mal

E a saudade é um sentimento

Que adormecido aqui dentro

Persiste em despertar

Alex Dahlke

Imagem: Google imagens


sábado, 15 de outubro de 2011

Escritores em greve



Trata-se de convocação

Para Assembleia Geral

Esperamos todos que escrevem

Por amor à profissão


Em solidariedade ao educador

Bancário, carteiro, motorista

E muitos outros profissionais

Que figuram nesta lista


Eis a pauta da nossa reunião:

Queremos que o povo leia mais

Um bom livro, um conto, um poema

Não se atenha às revistas de fofoca e aos jornais


Nossa luta é por mais livros e bibliotecas

Comparado aos hermanos, nosso acervo é irrisório

Eles têm mais livrarias em Buenos Aires

Que em todo nosso território


Não é de hoje, mas convenhamos

O Acordo foi assinado pelo eterno candidato

Que em um deplorável e infeliz depoimento

Disse ser necessário, mas "ler é chato"


Aumento dos salários, agora não

Só do direito autoral

Dez por cento de um livro

Para quem o escreveu, parece imoral


Ademais, pelo menos por enquanto

Não queremos nos tornar imortais

Poderiam sim, destronar uns e outros

Que da justiça e da ética são rivais


Após debates de discussões

Da pauta, chegamos à conclusão

De que se mantivermos a greve

Ficará sem voz a população


Diante das injustiças, nos mostraríamos submissos

De fato, não é isso que queremos

Sendo assim, ao usar a caneta e a alma

Em nosso ofício, por dever, continuemos

Alex Dahlke

15 outubro 2011


Imagem: fonte Google

sábado, 1 de outubro de 2011

O alcoolismo

Tema muito abordado.

Bastante estudado.

Especulado...

Pouco respeitado.


Quem não conhece critica, ignora.

Vira as costas e vai embora.

Resolveu o seu problema.

Embriagado pelo cálice do egoísmo.


Quem fica agoniza.

Vê sua vida partir.

Autoestima não há.

O álcool ajudou diluir.

Os laços se foram.

Carinho é passado.

Só restou o olhar indignado, alcoolizado,

de quem o alcoolismo ignora.


Do martelinho barato de boteco

ao precioso importado do rico.

O problema é o mesmo.

Para quem não tem trava no bico.

Só muda de preço.


Cereal, fruta ou planta.

Carimbar o vilão não adianta.

O caminho que leva é que conta.

O álcool não fala, não ri,

não anda, não canta...


Ave, Baco!

Vai mais uma aí?

Tô falando demais.

Já bebi, digo, escrevi demais.


Não é mais álcool.

Agora é etanol.


Vou parar...

Mas antes, brindemos!

(definitivamente: bebida e caneta não combinam)