sexta-feira, 22 de junho de 2012

Locomotiva da emoção


Na mente de um poeta
Não há espaço para a recessão
O que pode haver
Devido à caminhada
É alguma escassez no criar
Crises de pensamentos
Ou falta de motivação
Pois o poeta está vivo
E como tal também se abala
Sofre, chora, sorri
Os versos tão logo vêm
No mesmo passo se vão
São tantas as estradas tortas
Obstáculos e engodos
Que surgem na contramão

Mas há muita limpeza a ser feita
Muita porta a ser aberta
Muita luz a ser acesa
Para que surja a clareza
Diante de tanta ignorância e escuridão
Para isso, o poeta é livre
Sai de cena com o propósito
De fortalecer-se como homem
Para retornar mais sólido
Em firmar sua missão
De abrir as mentes sombrias
Despertar a confiança
No poder da visão
E certas vezes apresenta o guia
Aos que estão à deriva
A esperar sua mão

Eis o amante da poesia
Eterno sonhador
Homem comum
Poeta por paixão
Que cria não para si
Mas para os que querem se abrir
Aos encantos da poesia
Ao mundo da criação
Parabéns! Se for um deles
Bem-vindo a bordo
Reserve seu espaço
Na locomotiva da emoção

                                                       Alex Dahlke


Imagem: googleimagens